quinta-feira, 4 de julho de 2013

Conto sobre o tema "Amizade e traição"

(“Amizade e traição”)
[o voyeur](*)
Robson Aguiar

Em primeiro lugar, me apresentarei. Meu nome é Alexandre, tenho 28 e pertenço ao time dos solteiros, o que não quer dizer que seja solitário – muito pelo contrário. Costumo ser taxado de bon vivant: dediquei boa parte de meus anos à arte de conquistar mulheres casadas – minha ocupação principal. A esse respeito, deixo claro que as solteiras me atraem pouco, pouquíssimo, pois as condições da conquista são muito favoráveis e os desafios quase inexistentes. Nunca quis trabalhar, mas tive de ceder à imposição familiar e passei a prestar medíocres consultorias no mercado hoteleiro de minha cidade. Dos males, o menor: além de me remunerarem – o que considero um escárnio! – e não ter horário fixo, meus pais deixaram de vigiar-me e fiquei livre para a prática de atividades mais interessantes. Meu maior e único amigo se chama Vilaça. Em respeito à igualdade de direitos – ao menos neste despretensioso conto -, deixarei que ele próprio se apresente.
Podem me chamar de Vilaça, conforme avisou Alexandre, muito embora meu primeiro nome seja Roberto, coisa que poucos sabem e que, aliás, não terá utilidade alguma para a história que aqui se conta. Sou mais velho que Alexandre, e já há alguns anos divido minha vida entre Paraty, nossa pequena e histórica cidade, e a capital, onde advogo com muito sucesso no ramo do Direito Tributário. Entre meus clientes figuram algumas das pessoas mais influentes do Rio de Janeiro, condição que me proporciona inimagináveis sucessos na carreira. Casei-me com Lorena, um ano mais velha que eu, morena de olhos castanhos claros, cujas curvas não desmentem ter nascido na Zona Norte carioca. De cada dez homens, dez a querem. Nunca acreditei em sua jurada fidelidade, pois não sou completamente ingênuo, mas não acreditava que suas aventuras chegariam ao ponto de abalar seriamente nossa aparente harmonia.
Vilaça era, portanto, meu melhor e único amigo. Não uma amizade frágil, mas uma relação nascida na infância, quando éramos pobres e felizes. Crescemos assim, quase a totalidade do tempo juntos, dividindo os mesmos lugares, frequentando as mesmas brincadeiras. Todos sabiam que onde estivesse Vilaça eu estaria por perto. Fôssemos irmãos, não seríamos tão unidos. Saímos da infância para a juventude sem nos perdermos. A única situação que nos afastaria seriam os estudos, já que Vilaça sempre se mostrara mais capaz e esforçado. Lembro ter sentido um vazio imenso no dia em que ele deixou Paraty para cursar Direito em uma grande faculdade pública. Apenas tive a alegria de volta quando de seu retorno, formado, empregado e já casado com uma mulher realmente perturbadora. Chamava-se Lorena. Não tive como deixar de me apaixonar por ela instantaneamente, e digo sem sustos que nunca vira nas mulheres de Paraty tamanho fascínio. Nenhuma de minhas namoradas e amantes – e não haviam sido poucas – mostrara-se tão irresistível. Afora a amizade por Vilaça, o sentimento que desenvolvi por Lorena fez-me regular frequentador do apartamento do casal.
Percebi desde o início a assiduidade impressionante com que Alexandre passara a visitar minha casa. Não imaginava outra situação, observando seu indisfarçado entusiasmo para com minha mulher. Conhecedor da natureza masculina, não chegava a reprová-lo de todo - apenas esperava que tivesse algum pudor e certo respeito por nossa amizade. Sei também que minha rotina favorecia infidelidades, afinal muitas vezes passava somente os finais de semana em casa, pois durante a semana o escritório da Candelária me impedia de retornar, e acabava dormindo no Hotel Guanabara. Lorena me beijava nas partidas e chegadas, dizia me amar como nunca amara antes qualquer outro. Não duvido de seu sentimento, pois seu desempenho na cama não desmentia. Não entendo, contudo, sua disposição para trair-me com aquele canalha que é, ao mesmo tempo, meu melhor amigo. Também não compreendo sua crença de que as notícias sobre os encontros não chegariam até mim – logo ela, tão esperta! Ou agia exatamente assim para me confundir?
Devo dizer que meu relacionamento com Lorena começou de forma inesperada. Embora desejasse, não premeditara trair Vilaça, e chegara mesmo a evitar, no início, estar a sós com ela. Ao mesmo tempo precisava oferecer amparo, pois Vilaça me pedira que não deixasse faltar nada  durante suas reiteradas ausências – e certas coisas, ainda mais em cidades pequenas, só se resolvem com a intervenção masculina. Ultrapassados esses breves cuidados, não mais resisti aos chamados de Lorena e logo nos enredamos. Nas superficiais conversas, e nos inúmeros orgasmos, nos entendíamos plenamente. Foram dias de suprema felicidade, tão avassaladores que não havia espaço para a culpa que às vezes me atormentava – somente às vezes, confesso. 
Embora soubesse da infidelidade de Alexandre e Lorena, a alegria com que minha mulher se dedicava e se entregava a mim não permitia que tomasse qualquer atitude, e sentia como se a onda de alegria me desencorajasse a modificar o que quer que fosse. Até ali caminhávamos os três em tênue equilibrio. Não sei precisar em que momento as coisas saíram do controle, mas os rumores da traição começaram a reverberar perigosamente e ameaçavam prejudicar inclusive o sucesso do escritório. Clientes de grife me procuraram, consternados. Contrariado, me vi obrigado a intervir, o que, devo esclarecer, não estava em meus planos iniciais.
De uns tempos pra cá um importante acontecimento fez com que refletisse: Vilaça andava amuado. Quando nos reuníamos para falar das novidades, percebi que passara a se mostrar distante. Seus e-mails e mensagens de texto, com notícias cariocas, rarearam. Sempre alegava um pretexto para abreviar nossas conversas, deixando-me aflito e desconfiado. Antes que qualquer tragédia se precipitasse, decidi afastar-me de Lorena. Sem dar qualquer explicação, decidi viajar, passar uns tempos na casa de primos que moravam próximo a Belo Horizonte. Precisava mesmo relaxar um pouco.
Estranhei a viagem repentina de Alexandre. Teria desconfiado de meus planos? Impossível. A questão é que desde sua partida Lorena entristeceu. Deixou de conversar, parou de fazer  unhas e cabelos, passava os dias de pijama. Sempre que a indagava, dizia não haver nada, que a deixasse quieta. Imaginei poder fazê-la concentrar-se de vez em nosso casamento, no filho que ainda não tínhamos, distrair-se com os móveis novos que mandara vir do Rio, mas nada a animava. Nada a animava. Vivíamos dias modorrentos.
O mês passou e não pude estender a temporada na casa de meus primos, pois estes já não escondiam o incômodo de minha presença. Exatamente no dia em que voltei a Paraty tive a alegria de encontrar Lorena em frente à Matriz. Cumprimentei-a e pude notar que nossos olhos acenderam. Mais que instintivamente nos separamos para nos juntarmos em sua casa, onde nos amamos com fome. Horas depois, quando enfim tivemos a oportunidade de conversar, Lorena me falou dos dias entediantes. Disse-me que ficara com o coração apertado, ansiosa por notícias minhas. Disse-me que estava certa que Vilaça não desconfiava de nada, e que merecíamos, os três, sermos felizes. Entre risos e gozos comemoramos                                  - o tempo aparentemente hipnotizado.
Logo soube do retorno de Alexandre à cidade, o que significava sua volta à minha casa para rever Lorena. Na primeira semana do inverno, ao final da tarde de sexta, cheguei à cidade e resolvi chamá-lo. Não podia adiar mais uma vez a decisão – era preciso resolver este caso. Pedi que Lorena se arrumasse e ficasse bem bonita, pois teríamos uma noite especial. Avisei da presença de Alexandre. Enquanto isso preparei o cenário, há muito tempo arquitetado. Meu perfeccionismo crônico se acentuava nessas horas.
Quando recebi a mensagem de texto do Vilaça, passei a suar frio: descobrira tudo, ou apenas queria matar saudade dos velhos tempos? Sua mensagem era enfática, e não poderia recusar.  Era tal minha inquietação que, no caminho, resolvi ir até o cais.  Olhos fixos no mar, sem que percebesse comecei a narrar, a voz nervosa, toda nossa história. Fazia o papel de pecador, e a natureza era meu confessionário. Não sei se por artimanha do destino, o mar foi aos poucos  se acalmando, como se a dizer que ficasse tranquilo, pois nada de ruim aconteceria. Tranquilizei-me e abandonei o cais convicto de que viveria ainda muitas histórias ao lado de Lorena. Saí de lá de ânimo renovado, convencido de que o encontro convocado por Vilaça serviria apenas para celebrar nossa amizade. 
Recebi Alexandre com polidez, mas sem entusiasmo. Assim que ele se acomodou, chamei Lorena até a sala e disse, firme:
- Quero que façam amor agora, na minha presença. Quero que fiquem à vontade, como se eu não estivesse aqui. Irei apenas olhar. Sei bem do desejo que sentem um pelo outro. Não se envergonhem.  Abrirei o sofá cama para facilitar as coisas. Podem começar.
Confesso que a situação inusitada me intimidou, mas logo percebi que Vilaça não estava para brincadeiras. Após demorar-me um pouco despi toda a roupa com naturalidade. Lorena estava entorpecida, em estado de choque, e tive de ajudá-la a tirar seu vestido. Embora soubéssemos exatamente o que fazer, tivemos dificuldades para os primeiros movimentos, dificuldades que foram aos poucos ultrapassadas até que passamos a nos amar loucamente, como se não estivéssemos sendo observados. Falávamos palavrões e vulgaridades e nos entregávamos com fervor, sem que Vilaça esboçasse intenção de nos interromper. Posso arriscar a dizer que notei nele certo prazer e cheguei mesmo a acreditar que aquilo poderia renovar nossa intimidade em um novo patamar. Estaria Vilaça apreciando novas formas de experimentar a sexualidade?  Não sabia exatamente o que pensar, mas lembro que em um dado momento me senti tão à vontade que convidei Vilaça para tomar meu lugar, sem que ele assentisse. Após Lorena e eu atingirmos outro orgasmo conjunto, lembro que Vilaça ordenou que nos vestíssemos.
De tal forma eu era senhor da cena que poderia determinar o quer que fosse a Alexandre e Lorena. Como planejara, eu os dominava inteiramente. Agora que lhes oferecera o que mais apreciavam, podia dar cabo daquilo. Tiraria deles aquelas sensações intraduzíveis. Sem demora, dei dois tiros fatais em cada um. Acomodei os corpos com dificuldade na banheira da suíte. Cuidaria deles depois. Acendi um cigarro, enchi uma taça de delicioso bordeaux, e passei a perambular de um lado para o outro da casa, sem ter a quem confessar meu sucesso.


Rio de Janeiro, 3 e 4 de julho de 2013.







(*) Livremente inspirado em “A Cartomante”, de Machado de Assis.

Conto sobre o tema "É melhor ser alegre que ser triste"

(mote: “É melhor ser alegre que ser triste”)
[nádia]
Robson Aguiar

De repente o mundo de Nádia caiu. Fosse Maysa, teria dinheiro e fama, mas não: perdeu a virgindade, pariu Nina, foi despida do aconchego dos pais e abraçou a rua. Vertigem. Era como se o caleidoscópio girasse e ela, atônita, não conseguisse apreender as imagens. Não sabia mesmo para onde seguir mas, como de resto todos fazem, seguia. Aos trancos.
Tentava ainda se aprumar, quando foi aprovada pro seu mais novo emprego: uma casa de massagens ordinária no centro da cidade, dessas que servem o fast sex. Meses atrás começara em uma famosa casa de strip-tease na Zona Sul. O corpo mulato e carnudo a fazia desejada. Mesmo em dias fracos, não saía de mãos vazias. Aos poucos fazia nome, era bem avaliada nos fóruns da internet. Tudo caminhava bem até um primo de sua mãe resolver aparecer com a turma do bairro que ela tão bem conhecia da infância. Nádia precipitou-se rua afora. Não voltaria nem mesmo pra se despedir dos garçons, seus melhores parceiros. Não dariam falta.
Em duas semanas conseguiu vaga em um puteiro chique, frequentado por jogadores de futebol. Desses de cobrar muito e remunerar mal. Passava lá 10 horas por dia. De regra, saía bêbada ou cheirada, às vezes bêbada e cheirada. Segundas, terças e quartas seguia pro conjugado no Catete e desmaiava no sofá cama, ainda maquiada. Às quintas e sextas, dançava – e dançar, de suas diversões, era a mais sincera. Na pista se soltava, sentia-se livre. Não estava a serviço de ninguém. Pudesse, domaria o tempo, congelaria aqueles instantes de leveza.  
Sábados e domingos fazia frees com clientes de fé: os acompanhava a casamentos, festas de aniversário, viagens a Itaipava e churrascos de trabalho. Certa vez passara uma semana em Fortaleza, com um executivo da Vale do Rio Doce, viúvo de 54 anos. Momentos de alegria fugaz. De outra, seguira num Cruzeiro de Santos a Salvador, com um rapazote viciado em cocaína, filho de famoso cineasta. A seu lado Nádia interpretava. E interpretar era apenas um de seus ofícios.
Quando foi acusada de roubar o estojo de maquiagem de Suzana não pôde se defender: o segurança a empurrou escada abaixo e ela foi posta na rua sem direito a queixa. Sentiu vergonha e chorou de raiva, porque se sabia inocente. Sabia também que Suzana não tolerava mais perder clientes pra ela, uma quase novata, e que Suzana não deixaria barato. Ainda assim, não conseguia acreditar que tivesse sido descartada com tamanha facilidade.
Tentou trabalhar em uma loja da Kopenhagen, vendendo chocolates quase finos a preço extorsivo. Esforçou-se durante um mês. Acordava cedo, mantinha o uniforme limpo e passado, cumpria ordens. Ao receber o primeiro salário, arrefeceu: acostumara-se ao dinheiro, à roda-viva dos ganhos e gastos altos. Sentiu-se ultrajada com o piso da categoria. Não voltaria no dia seguinte.
Terceira semana na casa de massagens e ainda não se adaptara inteiramente. O programa era tabelado e os atendimentos improvisados em uma minúscula maca. Não conhecia os clientes previamente: o agendamento, por telefone, era intermediado por uma secretária. Atendia gordos, magros, carecas, brochas, ríspidos, elegantes, malcheirosos ... Homens que pediam pra apanhar, outros que vinham conversar apenas. Toda sorte de gente.
Mesmo contrariada, Nádia rapidamente se tornou carro-chefe da casa. O faturamento alto a atrapalhava. O cafetão, policial militar reformado, a ameaçava sem pudor. Dizia que, se fosse embora, a encontraria onde quer que fosse, e a traria de volta. Nádia sabia que era verdade. E sentia medo.
Terminou a massagem mecânica num velhinho boa praça e viu entrar a mensagem inusitada no celular, convidando-a pra jantar. Jonas, cliente antigo, a acompanhava desde Copacabana. Ia até ela de quinze em quinze dias, sempre às segundas. (Falava que, assim, sua semana começava perfeita). Dizia já ter reservado restaurante e que beberiam um vinho tinto delicioso. Que a deixaria em casa mais tarde, caso preferisse, mas que adoraria dormir a seu lado. E que esperava que aceitasse.
Rapidamente Nádia reuniu as meninas e escolheu as melhores peças disponíveis. De Luana, a calça; de Melissa, a blusa, e de Pámela, as sandálias. Experimentou as roupas e sentiu-se linda. Usaria a própria lingerie. (Roupa íntima não se empresta). Perfume e maquiagem suaves. Ficaria discreta e insinuante. Não iria decepcioná-lo.
Tão logo acaba o expediente Nádia chega à portaria do velho prédio. Está cheirosa e bem arrumada. Chama a atenção dos poucos que por ali resistem. Passa por seu Jair e recebe o elogio de todos os dias, acompanhado da pergunta: “e aí, vai encontrar o namorado”? Nádia então se dá conta. Olha o celular e confirma a data: 12 de junho. Mal acredita... Não vai passar sozinha. Sente-se bem, e um tanto culpada experimenta uma alegria fugidia, alegria que, sabe, durará poucas horas. Logo, logo o mundo seguirá seu curso infalível. Sim, Nádia sabe. Aliás, sempre soube. É assim que deve ser. E assim será.


Rio de Janeiro, 18 a 20 de junho de 2013

terça-feira, 2 de julho de 2013

Era uma vez...

Ela tem a pele branca como a neve e os cabelos tão negros que realçam ainda mais sua alvura. Seus lábios são de um vermelho-vivo que contrastam com o coração gelado; adormecido pelo veneno da maçã. Branca de Neve, recolhida em um caixão de cristal, é venerada por sete homenzinhos que aprenderam a amá-la e que agora rezam por um milagre.

Mestre, o mais sábio dos sete anões, tagarela sobre as razões da partida de Branca de Neve. “Uma princesa tão doce e generosa vai tornar o reino dos céus ainda mais especial”, diz. Dengoso se desmancha em lágrimas, deixando Zangado com raiva por não conseguir segurar uma lágrima que escorre e carimba a camisa. Os outros anões se amontoam em cima da princesa para admirar a magia de uma beleza mórbida.

Dias se passam até que, como por um milagre, um príncipe vindo de terras distantes para e pede informações aos anões. Ele se perdeu de seus soldados quando o pelotão que comandava foi surpreendido por um ataque inimigo. Ao saltar do cavalo, o príncipe se depara com o caixão de cristal e, intrigado, pede explicações. Seus olhos não conseguem desviar de Branca de Neve. De repente, num impulso, o príncipe a arranca de lá e lhe dá um beijo apaixonado.

***

Os olhos de Dom brilham e, entre palmas e vibrações, ele pula em um abraço forte beijando ternamente a mãe. “Você é a minha Branca de Neve, mamãe. Te amo”. Sibelly abraça longamente o filho, acaricia sua cabeça e o cobre com o edredom para que durma quentinho e seguro. “Agora a Branca de Neve vai dar um beijinho para que o meu príncipe durma com os anjinhos”, cantarola Sibelly.

Ao sair do quarto com um risinho de satisfação, Sibelly leva um susto ao ver Luiz, seu marido, a observando atentamente como quem acaba de dar um flagrante. Ele sabe, esta é a estratégia da mãe para ganhar beijos e o carinho do filho que, agora, mais crescidinho, começa a rejeitar o colo e os dengos. Luiz sorri, a pega pela mão e num beijo de contos de fadas a conduz para o quarto do casal. “Vamos dormir, minha Cinderela”.  

Regina Rozin
(É melhor ser alegre que triste)


À Sibelly Nobre que, com sua doçura, alegra o Céu.